Saturday, 14 November 2009
Wednesday, 11 November 2009
Goethe
Todo tipo de coisas podem acontecer para que aquilo que jamais aconteceu, aconteça. Tudo aquilo que alcança sucesso deriva de decisões, nos colocando ao risco de incidentes invisíveis, encontros e ajuda material, de tal modo que nenhuma pessoa imaginaria ver à sua disposição.
Trabalhe em tudo o que pode fazer, ou sonha fazer. Na atitude audaciosa se encontram o gênio, poder e magia.
(Goethe)
Trabalhe em tudo o que pode fazer, ou sonha fazer. Na atitude audaciosa se encontram o gênio, poder e magia.
(Goethe)
bons momentos
Se você está de passagem e encontra alguém cantando uma de suas músicas favoritas...
o que faz?
Pára para ouvir ou se apressa para não perder o trem?
Monday, 2 November 2009
Saturday, 31 October 2009
Maria - mais uma personagem da vida real
E a história começa assim: voltando para Londres, desta vez apenas por alguns dias. Agenda programada, apresentação de projeto para fazer. Tudo claro, objetivo, programado...mas o que nessa vida pode-se dizer que efetivamente foi programado?
Tudo está por ser, tornar-se, encontrar-se, completar-se, tropeçar-se, cair-se...
Além de uma câmera de vídeo ganho do casal, Elvira/Fábio, uma carona até o aeroporto. Obrigada!!!! Acho que eles esperam um registro melhor do que o da primeira viagem. Espero corresponder.
Novamente no aeroporto sozinha, preparada para mais um vôo internacional. Aeroporto tem a mesma energia de hospital: enquanto uns comemoram chegadas, outros tristes, lamentam despedidas. Em alguns a mesma tensão, a mesma expectativa. Hospital e aeroporto não é um lugar para se estar sozinha. Mas como diz a lenda, eu apenas de passagem...
Aproxima-se de mim Maria, me faz uma pergunta e daí iniciamos aquela conversa trivial que pessoas desconhecidas travam quando estão juntas em um ambiente onde não se tem para onde ir. Estávamos na fila de espera para o embarque.
Fila: lugar perfeito, em essência, para se estabelecer contatos imediatos.
E olha que brincadeira interessante do universo, num avião com trezentos e tantos assentos, a pessoa que fica ao meu lado na fila é a mesma que irá me acompanhar durante todo o vôo. Minha poltrona 20B e a dela 20C.
Eba!!! Estou começando a gostar da viagem.
Maria mostra seu passaporte chileno. Revela que tem um britânico, mas quando passa pelo Brasil mostra o chileno e quando chega ao Reino Unido, usa o inglês. Ou seja, cidadã do mundo, com entrada garantida lá e cá. Na verdade ela só precisou passar por terras tupiniquins porque no Chile não há vôo direto para Londres.
Maria está em seu segundo casamento. Seu atual marido é chileno mas mora na Inglaterra há muitos anos. O encontro dos dois se deu quando ele passou pelo Chile de férias. Deu-se o encontro e depois dele algumas tantas despedidas e talvez muitas idas ao aeroporto. Mas como o bom encontro é de dois quando ele acontece não há aeroporto que separe.
Eles se casaram e ele voltou para a Inglaterra sem ela, mas todo ano, em suas férias, ele retornava ao seu país para vê-la. E assim passaram-se treze anos!!!! Até que um dia, quando tudo estava favorável, Maria foi ao aeroporto, com seus três filhos, do casamento anterior, mas dessa vez foi não para despedir-se dele, mas do seu país. Junto com seu amor, foi para a terra da Rainha deixando para trás seu Chile do coração.
Maria é uma entre tantas outras que prefere lidar com a saudade do que com as limitações de uma vida sem perspectiva. Ela me disse: o Chile é igual ao Brasil, não se consegue viver bem lá, ter o que se deseja, estudar...E por falar em estudar, este item na cesta básica da Maria é gênero de primeira necessidade. Ela terminou recentemente sua graduação, e o fez na mesma classe, no mesmo curso de suas duas filhas. Família que estuda unida... deve aprender alguma coisa.
Maria estava no Chile de férias, lá passou um mês. Tem saudades, pensa em voltar, mas por enquanto sua terra continua sendo a mesma de Elisabeth. E ela é recebida no aeroporto por sua filha, que com lágrimas nos olhos a abraça. Mas as lágrimas de sua filha são as mesmas daqueles que estão no hospital e recebem a noticia que o parto terminou, que a criança nasceu e passa bem. As lágrimas de sua filha são lágrimas daqueles que esperam os que são aguardados. Que sejam bem vindas as Marias assim como as Helenas*.
* ontem recebi e-mail da Maysa, companheira atriz/escritora, dizendo que pariu a pequena Helena.
Sunday, 25 October 2009
se OS mundo fosse como eu querIA
SE EU GOSTASSE DE VOCÊ
E VOCÊ TAMBÉM DE MIM
EU TE BEIJAVA NA BOCA
TIRAVA SUA ROUPA
TE ENLOUQUECIA E FICAVA LOUCA
EU TE CHUPAVA
TE LAMPIA
SÓ COM OS OLHOS TE COMIA
TE AMAVA
TE QUERIA
NESSA NOITE TE FAZIA
QUEM GRITAVA?
QUEM GEMIA?
AH SE EU GOSTASSE DE VOCÊ E VOCÊ TAMBÉM DE MIM...!!!
MAS PARA ISSO VIR UM DIA A ACONTECER
EU VOU TER QUE VIRAR HOMEM,
E VOCÊ...
TAMBÉM!
um brincadeira com um amigo (rsss)
E VOCÊ TAMBÉM DE MIM
EU TE BEIJAVA NA BOCA
TIRAVA SUA ROUPA
TE ENLOUQUECIA E FICAVA LOUCA
EU TE CHUPAVA
TE LAMPIA
SÓ COM OS OLHOS TE COMIA
TE AMAVA
TE QUERIA
NESSA NOITE TE FAZIA
QUEM GRITAVA?
QUEM GEMIA?
AH SE EU GOSTASSE DE VOCÊ E VOCÊ TAMBÉM DE MIM...!!!
MAS PARA ISSO VIR UM DIA A ACONTECER
EU VOU TER QUE VIRAR HOMEM,
E VOCÊ...
TAMBÉM!
um brincadeira com um amigo (rsss)
Wednesday, 14 October 2009
Wednesday, 16 September 2009

Querida Jhaíra,
querido Noel,
queridos,
me tocou
me olhou
me ajudou
a sentir
isso
que veio cheio de imagens,
lembrançasde dias ricos,
de aprendizados,de descobertas
tb eu acreditei em Noel
e quando conheci
Noel
também eu vi a magia se fazer à minha frente
que ele sinta estas emoções
com a gratidão que vai
gorda diretamente a seu destinatáriono
leste
no sul
na palestinana
laponia
em Orion
ou dentro de nossos corações
tb não deu tempo de eu responder aos tantos amigos
antes
mas agora
digo que adoraria rever
reler
cada um
Noel nos deu isso de presente
e obrigada Jhaira, a vc tb muito amor e luz a todos,
Paula Lopez*
Paula é atriz e tradutora. Por sua boca, em muitos momentos desse encontro, falamos a mesma língua.
querido Noel,
queridos,
me tocou
me olhou
me ajudou
a sentir
isso
que veio cheio de imagens,
lembrançasde dias ricos,
de aprendizados,de descobertas
tb eu acreditei em Noel
e quando conheci
Noel
também eu vi a magia se fazer à minha frente
que ele sinta estas emoções
com a gratidão que vai
gorda diretamente a seu destinatáriono
leste
no sul
na palestinana
laponia
em Orion
ou dentro de nossos corações
tb não deu tempo de eu responder aos tantos amigos
antes
mas agora
digo que adoraria rever
reler
cada um
Noel nos deu isso de presente
e obrigada Jhaira, a vc tb muito amor e luz a todos,
Paula Lopez*
Paula é atriz e tradutora. Por sua boca, em muitos momentos desse encontro, falamos a mesma língua.
Friday, 11 September 2009
Wednesday, 9 September 2009
Papai Noel
Quando eu era "mais menina" (muita gente acha que ainda sou) costumava enviar cartas ao Papai Noel. Por ser uma boa garota (muita gente acha que nunca fui), ficava esperando que ele atendesse meu pedido.
Meu pedido era sempre o mesmo: quero conhecer sua terra.
Todo ano a mesma coisa, todo ano escrevendo e nada de ser atendida.
O tempo foi passando, e eu esquecendo do que pedia. Parei de escrever para Papai Noel. Mas a pratica foi tanta, que passei das cartas para os contos e derivados. Passei a escrever sem destinatário. Talvez, inconscientemente, esta tenha sido a forma que encontrei para operar sobre a expectativa. Porque se não endereço o que escrevo, serve a qualquer um e a ninguém.
Mas nunca se sabe o suficiente, precisava afinar meu instrumento. Cursos e mais cursos ...até que em um deles, disfarçado de professor, lá está ele: Papai Noel.
Meu ímpeto foi de virar para a colega ao lado e perguntar: É o Papai Noel, não é?. Mas quando olhei para ela, vi que ela já não era mais menina, e lembrei que eu também não. Naquela turma de escritores emergentes, não deveria deixar que meu entusiasmo* manchasse a boa impressão que deveriam ter de mim.
Mas eu o reconheci, e sabia que ele também nos reconhecia, que lembrava em detalhes cada linha das nossas cartinhas da infância. E ali, todos juntos, ele somente pedia que escrevêssemos mais e mais. Depois ele recolhia tudo e guardava. O que será que ele quer agora? Reconhecer nossas letras? Reler nossos desejos?
Ele voltou para sua terra sem conseguir se despedir. Deixou um grande abraço a todos e também seu e-mail. Tempos modernos!
Muito bem. Vou escrever um e-mail então. Talvez ele não tenha recebido minhas cartas, mas se não receber o e-mail pelo menos terei um “Undeliverable mail”.
Desta vez Papai Noel respondeu.
- Papai Noel to indo. – eu disse
- Venha. –ele respondeu
Venha?
Simples assim?
Então a elaboração das cartas anteriores estava errada. Deveria trocar o “eu desejo”, “eu gostaria” pelo “eu vou”, “estou aqui”. Ser mais afirmativa.
Fui. E lá estava ele de braços apertos me recebendo, me orientando, cuidando.
Apontando caminhos e pessoas sempre com a recomendação: Diga que eu estou enviando você. Ele era tão querido, que todos me recebiam como se eu fosse a própria filha de Noel, que era quase o mesmo que ser filha do rei, ou melhor, da rainha.
Vez ou outra certificava-se: como está? Está bem acomodada? Precisando de algo?
O meu tempo na terra de Noel estava chegando ao fim. Também retornei sem conseguir me despedir pessoalmente.
Já em casa, retornei ao contato escrito, agora por e-mail.
Depois de uns meses, um dos seus veio visitar as terras de cá. Michael chama-se. Que também conheci por lá, seguindo recomendações de Papai Noel. Michael revelou, que quando me viu na fábrica de sonhos (também conhecida por sala de ensaio) incomodou-se com minha presença, mas ao saber que era uma enviada de Papai Noel, pensou: : “Seja bem vinda.” Perguntei sobre Papai Noel, que agora não respondia também meus e-mails. Michael disse que na verdade ele sempre preferiu as cartas, e que atualmente não via mais e-mails. Aconselhou-me a enviar uma.
Não o fiz de pronto. Foi quando nesta semana recebo um e-mail dizendo “Lembra-se da carta que pedi que escrevesse a Papai Noel? Acho que é um bom momento para enviar.”
Entendi a mensagem, e junto com a missiva queria enviar também um livro que ajudei a escrever e que será lançado este mês. Quando descobri que não estaria pronto esta semana decidi enviar apenas a carta. Hoje.
E foi hoje também que recebi outro e-mail. Dizendo que não preciso mais me preocupar com a carta. Papai Noel se foi. Foi para um lugar aonde as mensagens não chegam via correio. Foi descansar dos pedidos, das expectativas.
Papai Noel foi sem minha ultima carta. Nela eu só queria dizer THANK YOU!!!
Mas achei pouco. Queria enviar mais. Não deu tempo.
Hoje, penso que se antes da minha partida recebesse uma carta com essa única frase, iria certamente sorrindo.
Porque às vezes a gente acha que não faz diferença nenhuma.
Meu pedido era sempre o mesmo: quero conhecer sua terra.
Todo ano a mesma coisa, todo ano escrevendo e nada de ser atendida.
O tempo foi passando, e eu esquecendo do que pedia. Parei de escrever para Papai Noel. Mas a pratica foi tanta, que passei das cartas para os contos e derivados. Passei a escrever sem destinatário. Talvez, inconscientemente, esta tenha sido a forma que encontrei para operar sobre a expectativa. Porque se não endereço o que escrevo, serve a qualquer um e a ninguém.
Mas nunca se sabe o suficiente, precisava afinar meu instrumento. Cursos e mais cursos ...até que em um deles, disfarçado de professor, lá está ele: Papai Noel.
Meu ímpeto foi de virar para a colega ao lado e perguntar: É o Papai Noel, não é?. Mas quando olhei para ela, vi que ela já não era mais menina, e lembrei que eu também não. Naquela turma de escritores emergentes, não deveria deixar que meu entusiasmo* manchasse a boa impressão que deveriam ter de mim.
Mas eu o reconheci, e sabia que ele também nos reconhecia, que lembrava em detalhes cada linha das nossas cartinhas da infância. E ali, todos juntos, ele somente pedia que escrevêssemos mais e mais. Depois ele recolhia tudo e guardava. O que será que ele quer agora? Reconhecer nossas letras? Reler nossos desejos?
Ele voltou para sua terra sem conseguir se despedir. Deixou um grande abraço a todos e também seu e-mail. Tempos modernos!
Muito bem. Vou escrever um e-mail então. Talvez ele não tenha recebido minhas cartas, mas se não receber o e-mail pelo menos terei um “Undeliverable mail”.
Desta vez Papai Noel respondeu.
- Papai Noel to indo. – eu disse
- Venha. –ele respondeu
Venha?
Simples assim?
Então a elaboração das cartas anteriores estava errada. Deveria trocar o “eu desejo”, “eu gostaria” pelo “eu vou”, “estou aqui”. Ser mais afirmativa.
Fui. E lá estava ele de braços apertos me recebendo, me orientando, cuidando.
Apontando caminhos e pessoas sempre com a recomendação: Diga que eu estou enviando você. Ele era tão querido, que todos me recebiam como se eu fosse a própria filha de Noel, que era quase o mesmo que ser filha do rei, ou melhor, da rainha.
Vez ou outra certificava-se: como está? Está bem acomodada? Precisando de algo?
O meu tempo na terra de Noel estava chegando ao fim. Também retornei sem conseguir me despedir pessoalmente.
Já em casa, retornei ao contato escrito, agora por e-mail.
Depois de uns meses, um dos seus veio visitar as terras de cá. Michael chama-se. Que também conheci por lá, seguindo recomendações de Papai Noel. Michael revelou, que quando me viu na fábrica de sonhos (também conhecida por sala de ensaio) incomodou-se com minha presença, mas ao saber que era uma enviada de Papai Noel, pensou: : “Seja bem vinda.” Perguntei sobre Papai Noel, que agora não respondia também meus e-mails. Michael disse que na verdade ele sempre preferiu as cartas, e que atualmente não via mais e-mails. Aconselhou-me a enviar uma.
Não o fiz de pronto. Foi quando nesta semana recebo um e-mail dizendo “Lembra-se da carta que pedi que escrevesse a Papai Noel? Acho que é um bom momento para enviar.”
Entendi a mensagem, e junto com a missiva queria enviar também um livro que ajudei a escrever e que será lançado este mês. Quando descobri que não estaria pronto esta semana decidi enviar apenas a carta. Hoje.
E foi hoje também que recebi outro e-mail. Dizendo que não preciso mais me preocupar com a carta. Papai Noel se foi. Foi para um lugar aonde as mensagens não chegam via correio. Foi descansar dos pedidos, das expectativas.
Papai Noel foi sem minha ultima carta. Nela eu só queria dizer THANK YOU!!!
Mas achei pouco. Queria enviar mais. Não deu tempo.
Hoje, penso que se antes da minha partida recebesse uma carta com essa única frase, iria certamente sorrindo.
Porque às vezes a gente acha que não faz diferença nenhuma.
Papai Noel, obrigada!!! Fez toda a diferença.
A carta que escrevo hoje não é pra você, mas por você.
A carta que escrevo hoje não é pra você, mas por você.
Hoje 09/09/2009
************************************************************************************
outro post que escrevi sobre ele e a viagem http://jhairas.blogspot.com/2009/02/destino-london.html
about Noel http://www.writewords.org.uk/interviews/noel_greig.asp
* ter Deus dentro da gente
about Noel http://www.writewords.org.uk/interviews/noel_greig.asp
* ter Deus dentro da gente
Friday, 4 September 2009
by Marina Colasanti
Sexta-feira à noite
Os homens acariciam o clitóris das esposas
Com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
Contam dinheiro, papéis, documentos
E folheiam nas revistas
A vida dos seus ídolos.
Sexta-feira à noite
Os homens penetram suas esposas
Com tédio e pénis.
O mesmo tédio com que todos os dias
Enfiam o carro na garagem
O dedo no nariz
E metem a mão no bolso
Para coçar o saco.
Sexta-feira à noite
Os homens ressonam de borco
Enquanto as mulheres no escuro
Encaram seu destino
E sonham com o príncipe encantado.
Os homens acariciam o clitóris das esposas
Com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
Contam dinheiro, papéis, documentos
E folheiam nas revistas
A vida dos seus ídolos.
Sexta-feira à noite
Os homens penetram suas esposas
Com tédio e pénis.
O mesmo tédio com que todos os dias
Enfiam o carro na garagem
O dedo no nariz
E metem a mão no bolso
Para coçar o saco.
Sexta-feira à noite
Os homens ressonam de borco
Enquanto as mulheres no escuro
Encaram seu destino
E sonham com o príncipe encantado.
Thursday, 3 September 2009
Wednesday, 2 September 2009
Ofélia - by Shakespeare
Friday, 28 August 2009
Seu Fish
Seu Fish
É pessoa inteligente, culta
Acostumada a viver só
Mas Seu Fish também quer companhia
Revoga sua decisão
E permite a divisão do espaço da escova de dente no banheiro
Seu Fish dá a chave da casa,
Permite a entrada do outro
Mas como um bom locatário
Apresenta as condições.
Para a outra pessoa:
Mude de casa
De post code
De itinerário
Mude de profissão
Mude seu meio de locomoção
Mude hábitos
Conheça meus amigos
Circule por entre os meus
Estabeleça novas metas
Sonhe outros sonhos
Para estar comigo
Seu Fish
Desconsidera o “andar ao lado”
O outro que venha atrás,
Que se beneficie da sombra que Seu Fish produz.
Mas o outro não tem medo de insolação,
Quer o sol queimando na pele também.
O outro também quer deixar rastro
Sentir a poeira do caminho escolhido
Engolir a água do mar desejado
O outro quer dizer a Seu Fish
Que o mundo é bem maior
Do que o seu quadrado
E Galileo já dizia: Ele é redondo.

É pessoa inteligente, culta
Acostumada a viver só
Mas Seu Fish também quer companhia
Revoga sua decisão
E permite a divisão do espaço da escova de dente no banheiro
Seu Fish dá a chave da casa,
Permite a entrada do outro
Mas como um bom locatário
Apresenta as condições.
Para a outra pessoa:
Mude de casa
De post code
De itinerário
Mude de profissão
Mude seu meio de locomoção
Mude hábitos
Conheça meus amigos
Circule por entre os meus
Estabeleça novas metas
Sonhe outros sonhos
Para estar comigo
Seu Fish
Desconsidera o “andar ao lado”
O outro que venha atrás,
Que se beneficie da sombra que Seu Fish produz.
Mas o outro não tem medo de insolação,
Quer o sol queimando na pele também.
O outro também quer deixar rastro
Sentir a poeira do caminho escolhido
Engolir a água do mar desejado
O outro quer dizer a Seu Fish
Que o mundo é bem maior
Do que o seu quadrado
E Galileo já dizia: Ele é redondo.

Thursday, 27 August 2009
quando nascemos...
DRUMMONDPOEMA DE SETE FACES
Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
Que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
Não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
Pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
Não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
É sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
O homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
Se sabias que eu não era Deus
Se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
Mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
Mas essa lua
Mas esse conhaque
Botam a gente comovido como o diabo.

ADÉLIA PRADO
COM LICENÇA POÉTICA
Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.
Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade da alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável.
Eu sou.
Friday, 21 August 2009
Temperamento de mulher
Saiu do quarto gritando
Desceu a escada
Chegou na sala gritando
Abriu a porta, correndo saiu.
Na rua gritando,
Barulho de carro,
Ninguém ouviu.
Gritando pela avenida,
Gritando pelo quarteirão,
Gritando pela vida.
Chuva caindo
Molhou seu rosto
Pôde chorar
Sem revelar a lágrima
Chuva escorrendo na face.
Gritou até não mais escutar.
Correu, correu até voltar para o mesmo lugar.
Abriu a porta,
Entrou na sala,
Subiu escada
Fechou o quarto
Silêncio
Só depois do grito
Se pode calar.
Como é bom
Ter para onde voltar.
Desceu a escada
Chegou na sala gritando
Abriu a porta, correndo saiu.
Na rua gritando,
Barulho de carro,
Ninguém ouviu.
Gritando pela avenida,
Gritando pelo quarteirão,
Gritando pela vida.
Chuva caindo
Molhou seu rosto
Pôde chorar
Sem revelar a lágrima
Chuva escorrendo na face.
Gritou até não mais escutar.
Correu, correu até voltar para o mesmo lugar.
Abriu a porta,
Entrou na sala,
Subiu escada
Fechou o quarto
Silêncio
Só depois do grito
Se pode calar.
Como é bom
Ter para onde voltar.
Thursday, 20 August 2009
rubro chão, rubro caminho
Ai que torceu, torceu
pingou vermelho
doeu.
Esparramou,
lágrima represou no olhar
petrificou.
o que era doce
salgou.
ai que torceu, torceu
estendeu mas não secou
continuou pingando vermelho
rubro chão
rubro caminho
segue, apresse
não adianta
sozinho.
ai que torceu, torceu
segurou respiração para não sentir
no adiantado das horas
não dá para distinguir
mistura gozo com dor
mistura amor com saudade
mistura choro com alegria
mistura, mistura
não consegue separar
mas juntos não estamos
torcer, torcer
pra parar de pingar
lágrima represou o olhar.
Tuesday, 21 July 2009
encontro de estação
sabiam que não havia outro lugar onde pudessem estar
abriram espaço para uma nova estação.
fizeram-se caminho para os distraídos
que ao passar por elas não perceberam
mas a moça do olhar de névoa
viu na queda poesia.
enquanto deslocava-se, despediu-se.
no dia seguinte, sabia,
não as encontraria ali.
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